Gastronomia


           A colinária da Inglaterra foi formada pelo  o clima temperado daquele país, a sua geografia e história, incluindo as diversas interacções com outros países europeus e a importação de ingredientes e ideias de lugares como a América do Norte, China e Índia durante o período do Império Britânico, e como resultado da imigração ocorrida no período pós-guerra.
           Na Idade Moderna a comida da Inglaterra vem sendo caracterizada historicamente pela simplicidade do seu enfoque e por se apoiar na alta qualidade dos produtos locais. Isto foi influenciado em grande parte pela herança puritana da Inglaterra, o que resultou numa culinária tradicional, que tendia a afastar-se de sabores fortes como o alho, e evitar molhos complexos, comumente associados com as afiliações políticas católicas, continentais.
          Os pratos mais tradicionais têm origens antigas, como os pães e queijos locais, carnes assadas e guisados, tortas de carne de caça e peixes de água doce e salgada. O livro de culinária inglesa do século XIV, Forme of Cury, da corte de Ricardo II,  contém receitas de alguns destes pratos.
Outros pratos típicos, como o fish and chips, originalmente uma comida de rua urbana, servida num jornal e comida com sal e vinagre de malte e tortas e salsichas e linguiças servidas com  puré de batata, cebolas e molhos, têm actualmente a mesma popularidade que outros pratos de origem oriental, como curries da Índia e Bangladesh e frituras inspiradas pela culinária chinesa e tailandesa. As culinárias francesa e italiana, consideradas "suspeitas" há algum tempo, actualmente são amplamente admiradas e adaptadas na Inglaterra. A Grã-Bretanha também adoptou rapidamente as inovações geradas pelo fast-food vindo dos Estados Unidos, e continua a absorver ideias culinárias de todo o mundo, enquanto redescobre ao mesmo tempo suas raízes numa agricultura rural sustentável.